sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está aí, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada 'impulso vital'. Pois esse impulso ás vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo assim como 'estou contente outra vez'
Caio fernando de abreu
A ironia de Descartes no drama de Hamlet
O que vejo?
Se tudo é pensamento,há que corroer
Há que confundir.
Confundir tudo. Confundir o sono com a vigília
O verdadeiro com o falso
Confundir tudo numa única névoa
Nem que seja por um só momento fugidio,
Há que confundir e afundar-nos numa personagem que nos distraia
De preferência novelesca e que nos afaste da nossa realidade.
O pensamento não é pensamento se não for corrosivo
A ironia não é ironia se não for comédia.
Assim como uma criança que ri da tragédia e o velho chora na comédia
Tal como se faz a vida num sapo, ela faz de nós um sapo também
Há que aceitar e ser sapo de nós mesmos
Ter pensamentos batraquigráficos.
Não há coisa pior que os pensamentos profundos
Não há profundidade maior que um poço sem fundo
E o que tem lá? O vazio.
O vazio tem o lado de dentro?
Então para quê falar dele,
Parece-me mais uma solene vacuidade.
o que faço?
Devo ter ouvido que neste mundo não há senão destruir ou ser destruído
Humilhar antes de ser humilhado
Zombar para não ser zombado.
Com o pensamento é igual
Tudo é um, e o mesmo, há que confundir,
E quem não confundir, confunde-se e deixa de existir.
E se Descartes foi ficção logo não existiu, logo não pensou,
Mas melhor disto tudo foi Hamlet que inventou Shaskespeare
“ser ou não ser”, eis a questão.
Por mim que não sou e não penso, o mais libertador é duvidar que existo.
Confuso? Estou no bom caminho…
Calada
Tianastácia
Ela se foi calada
Não pode ver
A minha cara
Deixou suas fotos
Seus discos
Ela teria visto
A falta que faz
Do meu lado
O que eu nunca disse
Nem vou falar
No quarto ficou o vazio
Na sala o retrato
O que não dá pra guardar
Nem jogar fora
Ela se foi calada
Não pode ver
A minha cara
Deixou suas fotos
Seus discos
Ela teria visto
A falta que faz
Do meu lado
O que eu nunca disse
Nem vou falar
No quarto ficou o vazio
Na sala o retrato
O que não dá pra guardar
Nem jogar fora
No quarto ficou o vazio
Na sala o retrato
O que não dá pra guardar
Nem jogar fora
No quarto ficou o vazio
Na sala o retrato
O que não dá pra guardar
Nem jogar fora
No quarto ficou o vazio
Na sala o retrato
O que não dá pra guardar
Nem jogar fora
Nada se explica
Nem um instante
Mesmo tão perto
Distante
Nada se explica
Nem um instante
Mesmo tão perto
Distante
Ela se foi...
Pense Bem
Vera Loca
Tudo já passou
Só eu que continuo aqui
Sentado esperando você passar
Tudo terminou, e nada trouxe você aqui
Eu continuo esperando você passar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você
O mundo mudou
Só eu que continuo assim
Assistindo a vida passar
Espero que você pense em um dia voltar
Com as mãos cheias de dedos para me agarrar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você.
Vera Loca
Tudo já passou
Só eu que continuo aqui
Sentado esperando você passar
Tudo terminou, e nada trouxe você aqui
Eu continuo esperando você passar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você
O mundo mudou
Só eu que continuo assim
Assistindo a vida passar
Espero que você pense em um dia voltar
Com as mãos cheias de dedos para me agarrar
Vai, pense bem,
Vem, vê se não vai
Deixar que o tempo apague
As páginas mais coloridas desse livro azul
Que eu ainda não terminei
Ficar atrás de uma colina de saudade
Uma noite na cidade
Uma noite sem você.
A Vida É De Graça
Vera Loca
Eu não quero falar de amor
Eu não quero falar de política
Muito menos falar de mim
Ou de outras coisas que lembrem outras coisas
Tem um quadro sendo leiloado
Tem um time sendo derrotado
Uma mina sendo tatuada
E um moleque aprendendo a tabuada
Eu não quero citar os meus ídolos
Eu não quero engolir as dez mais
Muito menos citar shakespeare
Só pra dizer que eu tô lendo essa porra
Tem um carro sendo roubado
E uma bela paisagem do outro lado
Uma casa sendo vendida
Pra uma velha no fim da vida
A vida é de graça
Tem gente que paga pra viver
Espera uma carta
Com dinheiro e saúde
Vai se fudê
Eu não quero sentir saudade
Eu não quero ligar a tv pra me ver
Se eu pudesse inventar um idioma
Quem sabe eu engulo você
Tem um relógio parado na praça
Chafariz quebrado há quinze anos
Um teatro de rua
E o palhaço é você
A vida é de graça
Tem gente que paga pra viver
Espera uma carta
Com dinheiro e saúde
Vai se fudê
Tem um soldado jogando no bicho
Um caminhão recolhendo lixo
E um trânsito caótico no fim da tarde
Como o tocar de pandeiro de um neo-zelandês
Há crianças brincando no pátio da escola
E a telefonista enchendo o saco
Uma loja liqüida tudo
E um comunista em cima do muro
Aposentados na fila do banco
E eu de hora marcada no pai-de-santo
Festa chique roupa alugada
É furo! é furo!
sábado, 10 de setembro de 2011
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa
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